Os trens mais rápidos do Mundo
Os trens mais rápidos do mundo atualmente e em operação comercial são o Sanyo Shinkansen, operado pela Companhia Ferroviária do Leste, no Japão, o TGV na França e o Eurostar, que liga Londres, Bruxelas e Paris.
As velocidades destas máquinas variam de 280Km/h à 580 Km/h (Testes), no entanto em operação a maior parte destes trens viajam com velocidade em torno de 360km/h. O Shinkansen é a rede ferroviária de alta velocidade do Japão, operada pela companhia privada (Japan Railways Group) conhecida como JR. Desde que a linha inicial Tōkaidō Shinkansen abriu em 1964, a rede expandiu-se para ligar a maior parte das cidades das ilhas de Honshu e Kyushu com velocidades até 300km/h, num território habitualmente fustigado por terramotos e tufões. As velocidades máximas atingidas em viagens experimentais foram de 443km/h em carris convencionais e de até 580km/h em linhas maglev.
A palavra Shinkansen significa literalmente "Nova Linha Troncal" e por isso refere-se estritamente aos carris, enquanto que os comboios propriamente ditos, são referidos oficialmente como "Super Expressos" (chō-tokkyū); no entanto, esta distinção é muito raramente feita, mesmo no próprio Japão.
Ao contrário de linhas mais antigas, o Shinkansen usa a bitola padrão, e usa túneis e viadutos para atravessar obstáculos, em vez de os contornar.
O Shinkansen chamam a atenção em função da produção de freios em formato de orelha, barbatanas que lembram uma meia-lua colocadas na parte de cima do trem, foram planejados para uso no caso de terremoto, prevendo uma parada rápida.
Já o Eurostar é um serviço de comboios de alta-velocidade que liga Londres com Paris e Bruxelas. O comboio atravessa o canal da Mancha passando pelo Eurotúnel. O Eurostar entrou ao serviço em Novembro de 1994, tendo desde então estabelecido uma fatia dominante no mercado de rotas que serve. A companhia afirma que esses passageiros representam o equivalente a 393.000 voos de curta distância produtores de Dióxido de Carbono.
O tempo de viagem entre Londres e Paris é de atualmente 2 horas e 35 minutos, e Londres a Bruxelas em 2 horas e 20 minutos. Resultando em uma velocidade média de aproximadamente 300km/h.
Considerado um dos mais eficientes transportes do mundo oTVG (train à grande vitesse) é o comboio de alta velocidade (trem-bala) francês. Ele é um símbolo nacional na França e, até o momento, o trem a grande velocidade de maior sucesso na Europa.
O TGV é construído pela empresa francesa Alstom, e TGV é uma marca registrada da SNCF (Société nationale des chemins de fer français), empresa pública de transporte ferroviário francesa.
O TGV viaja em linhas especiais conhecidas como LGV (ligne à grande vitesse, "linha de alta velocidade"), permitindo velocidades de 320 km/h em operação normal nas linhas mais recentes. O TGV também pode usar linhas convencionais, mas neste caso a velocidades mais baixas. O TGV tem cerca de 200 destinos na França e fora dela estrangeiro.
Durante um teste sem passageiros em 1990, o TGV alcançou a velocidade de 515,3 km/h. Porém, o Shinkansen maglev japonês alcançou 580 Km/h sendo por isso mais rápido que o francês. Em uma viagem de teste de Paris para Bordeaux o TGV alcançou outra marca de 525 km/h
A França tem aproximadamente 1200 km de linhas TGV, construídas durante os últimos 20 anos, com quatro novas linhas propostas ou em construção.
As linhas de TGV reduziram consideravelmente o tráfego aéreo entre as cidades conectadas. Bruxelas–Paris em 90 minutos incrementou o intercâmbio entre as duas capitais, e, do mesmo modo, a linha Paris–Marselha reduziu o tempo de viagem em relação ao avião de maneira significativa.O governo Brasileiro está analisando um projeto para desenvolver um trem bala no Brasil que poderia ligar São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto prevê que o trem bala brasileiro faria um trajeto de 400 quilômetros, ligando à Estação da Luz, em São Paulo, à Estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, atravessando todo o Vale do Paraíba.
O tempo médio de viagem seria 1h26, a uma velocidade média de 280 km/h. Estima-se que o preço de uma viagem desta seria em torno de 115R$. Mas para transformar esta idéia em realidade o governo terá que desembolsar cerca de 18,5 bilhões de reais.
Até junho, o governo federal deverá abrir a concorrência pública para a execução da obra. Simultaneamente, deverá ser iniciado o processo de desapropriação das áreas por onde passará a futura ferrovia. O trem bala ficaria pronto em sete anos, caso as obras se iniciassem hoje.
Como funciona o Trem Bala ( Comboios de Alta Velocidade):
Em 1987 o francês Georg Bednorz e o alemão K.A.Muller produziram uma cerâmica supercondutora de eletricidade, misturando bário, lantânio, cobre e oxigênio. A supercondutividade, fenômeno apresentado por certas substâncias como metais e cerâmicas especiais, caracteriza-se pela drástica diminuição da resistência elétrica em temperaturas muito baixas. Com isso, a corrente flui pelo material sem perder energia. Ao comprovarem a importância prática do fenômeno, os cientistas abriram campo para diversas aplicações, como computadores cada vez mais ágeis, reatores de fusão nuclear com energia praticamente ilimitada e monotrilhos rapidíssimos, projetados para serem o transporte de massa do século XXI.
O maglev
Entre esses projetos esta o maglev (abreviatura de "levitação magnética", em inglês). É um meio de transporte em que campos magnéticos fazem levitar um veículo sobre uma deslizadeira especial. Os veículos maglev, que atingem 450 km/h, poderiam competir com vôos curtos entre cidades, pois o tempo das jornadas é quase o mesmo.
Na Alemanha e no Japão, testes apontaram para velocidades de até 550 km/h. Estas altas velocidades são possíveis porque a deslizadeira e o veículo não se tocam quando este se encontra em movimento.
A principal fonte de resistência para um veículo maglev é o ar, problema que pode ser resolvido por ajustes aerodinâmicos. Ao contrário dos trens convencionais, os maglevs não transportam unidades de propulsão, que se situam nas deslizadeiras.
Os inovadores sistemas de guias e de propulsão eliminam a necessidade de rodas, freios, motores e dispositivos para captar, converter e transmitir a energia elétrica. Consequentemente, os maglevs são mais leves, silenciosos e menos sujeitos ao desgaste que os trens tradicionais.
Funcionamento do maglev
Estes veículos são construídos em duas partes. O corpo, onde viajam os passageiros, é montado sobre um trilho localizado na parte inferior do veículo que abriga os ímãs para a levitação e os ímãs-guias. A porção inferior do trem envolve a deslizadeira, e os sistemas que controlam os ímãs asseguram que o veículo permaneça próximo dela, mas sem a tocar.
Rolos de fios enrolados sob a deslizadeira geram um campo magnético que se move ao longo da mesma. As forças de atração magnética entre este campo e os eletroímãs do veículo fazem levitar o trem e o arrastam por todo o campo magnético.
Transrapid
O transrapid é um projeto semelhante ao maglev, que levitará um centímetro acima de um monotrilho e deverá unir as duas maiores cidades alemãs, Berlim e Hamburgo em 2005. A suspensão do Transrapid funciona por intermédio de forças de repulsão entre ímãs colocados no trem e na parte inferior do monotrilho. Além de manter o trem levitando a um centímetro do monotrilho, o sistema proporciona a força motora e fornece a energia interna. O equilíbrio do veículo é tão grande que ele pode fazer curvas de 2,8 km de raio a 400 km/h.
Comparando o Trem Bala com outros meios de Transporte
Existem constrangimentos no crescimento de sistemas aéreos e de autoestradas, muito conhecidos como limites de capacidade ou de hora de ponta. Os aeroportos têm uma capacidade limitada para servir passageiros durante as épocas de maior movimento, tal como as autoestradas. O sistema de comboios de alta-velocidade tem um potencial de grande capacidade nos seus corredores fixos, oferecendo a promessa de aliviar a congestão dos outros sistemas. Antes da Segunda Guerra Mundial, o sistema de caminhos-de-ferro convencional era o principal meio de transporte entre cidades. O serviço de passageiros perdeu o seu principal papel de transporte devido à redução da quota de mercado, mesmo onde a frequência de comboios aumentou. Os comboios de alta-velocidade têm a vantagem de serem ambientalmente mais vantajosos (devido ao menor consumo de combustível por passageiro em cada quilómetro) que as viagens aéreas e rodoviárias.

